quarta-feira, 27 de junho de 2007
Sem Título...(pode ser?)
terça-feira, 26 de junho de 2007
Mensagem no Gelo
http://www.star28.net/penguin_tebe.swf?msg=beijocas%20a%20todos
Até breve!!!
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Avaliações

A miudagem já está de férias!
As escolas estão com os seus portões abertos para darem início às reuniões de Avaliação.
É uma azáfama de tarefas, papelada para preencher, níveis para cantar, as pautas, Registos de Avaliação, Biográficos, relatório disto, relatório daquilo, relatório de tudo e mais alguma coisa, actas, reuniões...
É a parte mais difícil de todo um ano lectivo: AVALIAR.
Avaliar um aluno não é fácil, muito pelo contrário.
avaliar, v. tr. determinar a valia ou o valor de; apreciar o merecimento de; reconhecer a grandeza, força ou intensidade de; orçar; computar...
É realmente um processo deveras complicado, longo, árduo, de exaustiva análise, que todos nós professores temos que enfrentar. Muitas pessoas (infelizmente) pensam que é só chegar às reuniões, fazer as continhas aos testes e "ora toma lá esta nota".
Qual será a percentagem de profissionais que ainda se rege por este método? (pergunto eu)
Testes?
Sim, são uma ajuda para termos uma melhor noção do conhecimento do aluno, mas a avaliação não passa só por aí - felizmente!!
Os alunos são avaliados desde o momento em que entram na minha sala de aula até ao momento da sua saída!
Comportamento, assiduidade, pontualidade, autonomia, aquisição e aplicação de conhecimentos, expressão e comunicação oral e escrita, realização de tarefas escolares - quer em casa, quer na sala de aula - participação activa, material, interesse, empenho, espírito crítico, cooperação no trabalho e testes.
Pois, é uma grelha enorme que me acompanha em todos os momentos de avaliação.
Já fui aluna (bons tempos!!!!!).
Como tal também sei o que é estar a ser avaliada.
Quantas vezes sabia a matéria toda, tinha tudo "na ponta da língua" e quando chegava ao teste...nada...ficava em branco...bloqueava...kaput...rien de rien...zero...
Sentia-me injustiçada por saber que alguns dos meus antigos professores me avaliavam apenas pelos meus resultados nos testes esquecendo todo o meu trabalho na sala de aula.
Sim, já fui aluna e ainda bem que me lembro disso!
Por esta razão, meus queridos alunos, façam o favor de demonstrar aqui à Srª. Professora que realmente merecem a avaliação mais justa, mais real.
....................
A minha Direcção de Turma já foi avaliada!!
Hoje, pelas 14 horas, o Conselho de Turma reuniu-se.
Não me posso pronunciar, uma vez que a pauta só será afixada no próximo dia 3 de Julho.
Até lá fica o suspense...
sábado, 23 de junho de 2007
Se ao menos...

houvesse algo para sentir...
Se ao menos
existisse vontade...
É que a mentira
apodera-se velozmente da alma,
reparte-a desordenadamente,
desintegra o corpo,
suga-lhe o desejo,
expele-o para a ignorância.
Mas o sentimento
flui na tortura do silêncio;
A vontade
esvai-se em pedras
que rolam de encontro ao nada;
E a mentira
surge como consolo;
O vazio
reina no profundo desconhecido.
Desespero!
sábado, 16 de junho de 2007
Rascunho...

Isto foi escrito no meu cantinho da sala dos professores.
Adoro o toque da caneta, saber que a qualquer comando impulsivo da mão, ela rabisca, risca, sarrabisca...
Depois, na textura da folha, na suavidade do papel, desliza a mão, mesmo que nada haja para escrever.
É um potente elo de ligação que existe no acto de escrever; é mais forte do que chegar aqui ao teclado e "descarregar" as palavras.
Ao som de Eurythmics, a minha mente viaja por entre as linhas ainda em branco.
Escrever o quê?
Escrever que hoje é a última sexta-feira de aulas?
Escrever que já me despedi de alguns alunos?
Escrever que terei de conter alguma eventual lágrima que teime em cair...na hora da despedida...quando terminar definitivamente aquela óptima parte do ano lectivo em que nos encontramos entre quatro paredes com vinte e tal alunos à espera de receber (e dar) sabedoria...
Eu sei, passamos um ano lectivo inteirinho a ouvir lamentações rotineiras: "Ai, este ano é que está a custar a passar!"; "Ai, se há dias em que eles estão insuportáveis, é hoje!", ou então, "Falta um mês para o final do ano!"...
Mas tudo chega ao fim.
Feliz, ou infelizmente, tudo acaba e sinto-me mergulhada numa monumental melancolia porque "hoje é a última sexta-feira de aulas".
Tocou para intervalo...
15h05m.
Daqui a 10 minutos será a última aula de Língua Portuguesa com a minha Direcção de Turma... Vou trabalhar.
Até breve!
"Câmara Escura"
Lançamento do livro “Câmara Escura” de Joaquim Amândio Santos, na FNAC – Norte Shopping.
Claro que eu não podia faltar a este evento protagonizado pelo meu (recente) amigo e colega Dr. Amândio.
Colega de profissão, colega de blog (ver Negra Tinta), colega de ideias e de ideais, colega de escrita…enfim, uma infindável lista de partilha comum.
Enquanto aguardava as suas palavras de apresentação do livro, folheei as páginas de poesia. Versos poderosos, estrofes potentes, poemas majestosos.
Recomendo!!!
O momento da dedicatória (fenomenal) e autógrafo!
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Cântico de Barro - Maria Alberta Menéres
Inquieta chuva, inquieta me dispersa,
esquecida a tradição e o cansado som.
Dentro e fora de mim tudo é deserto
como se as ervas fossem arrancadas
ou se esgotasse a dor por que se chora.
Na grande solidão me basta, e a contemplo
para o sonho interior que me resolve!
Tão fácil é esperar, que já nem sinto
o que vem a dormir ou a morrer
na mesma angústia que o silêncio envolve.
.............................................................
Conheci pessoalmente uma das mais ilustres escritoras da nossa literatura.
Maria Alberta Menéres, poeta e autora de livros para a infância, transporta-nos para uma dimensão encantadora através das suas palavras, dá-nos a oportunidade de sentir um envolvimento real e mágico ao longo do desenrolar das suas histórias.
Alma(s)
Como uma pedra lisa
que rola sem parar
descendo,
rolando,
pelo desfiladeiro
interminável
do meu caminho,
da mesma maneira
minh'alma percorre,
vagueia,
penetra
em tudo o que é
desconhecido,
mórbido,
estranho...
Patrícia Cruz (9 de Fevereiro de 1994)
Numa fria madrugada
quando tudo ainda dorme
minh'alma acordada
vagueia no céu enorme...
procurando o quê, não sei...
por entre todos os camimhos
minh'alma acordada deixei
vaguear por montes sozinhos,
despidos da luz da vida
isolados e arrefecidos
de uma solidão perdida.
Minh'alma vagueia livre
até ao novo amanhecer.
Patrícia Cruz (16 de Fevereiro de 1994)
sexta-feira, 8 de junho de 2007
Visita de Estudo
e ao Castelo de Stª. Maria da Feira http://www.tintazul.com.pt/castelos/avr/smf/feira.html
A viagem foi calma - tirando, evidentemente, os berros, as cantigas ao desafio, os enjoos...
Na Aguda, enquanto aguardávamos a nossa vez de entrar na ELA, explorámos a praia.
Caderno e caneta numa mão e máquina fotográfica na outra, entrevistámos dois pescadores.
Depois de procurar nas pilhas de folhas, de cadernos, de dossiês, enfim, nesta montanha de papelada infindável...reparei que não sei do tal caderno.
Contudo, coloco aqui as fotos dos pescadores que foram extremamente simpáticos connosco. Responderam com um brilhozinho nos olhos às perguntas que colocámos sobre a vida deles.
Manuel Joaquim Gonçalves (61 anos de idade)
É pescador há 37 anos e gosta da sua profissão.
Levanta-se todos os dias por volta das 4h30m da madrugada e lá vai para a pesca do camarão.
“Pesco camarão, mas só até ao fim de Maio. Depois é só faneca, senão apanho multa!”
O Sr. Manuel estava tão concentrado no seu trabalho de rede que respondia com frases curtas: “Naufraguei no Canadá e aqui na Aguda.”
Felizmente tudo correu bem. Tem saúde para “dar e vender” e quem lhe fala do mar deve reparar na alegria do seu olhar que sorri como as ondas do mar.
Joaquim Canhola
É pescador há 45 anos (não nos revelou a sua idade)
Pesca camarão, robalo e faneca.
“Já pesquei bacalhau na Gronelândia, Terra Nova. Era a pesca tradicional, um homem em cada barco e a anzol.”
Agora, depois da azáfama matinal, senta-se no seu banquinho e começa a compor as redes: “É outro trabalho diário. O fundo do mar estraga a rede, as pedras rebentam com tudo.”
Enfrentou o perigo por duas vezes: naufragou na Terra Nova (porque o navio incendiou-se e tiveram que ser socorridos por outro barco) e na Aguda há muitos anos: “Aqui, na Aguda, é muito perigoso porque o mar tem muita rebentação.”
De facto, após estas palavras, começámos a olhar para o mar, para as ondas a rebentar na areia e sentimos um calafrio.
Pescador… é sinónimo de trabalho, de coragem, de sabedoria, de tanta coisa ao mesmo tempo!
Finalmente!!
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Olá!!!
...
Sim...
...Já corrigi as 60 Provas de "Aflição" - como lhes chamam os alunos! Os Critérios de Correcção? Deles, ou por causa deles, começo a questionar a profissão de docência.
Eu, que tão exigente sou com a Língua Portuguesa - 5º e 6º ano ("Meninos, respostas completas, já sabem!" ou então "Atenção à ortografia!" etc, etc)...
OK, tarefa c(o)umprida!
Só faltam os testes das minhas turmas, por isso já sei o que me espera no próximo fim-de-semana: 48 Fichas de Avaliação de Língua Portuguesa para corrigir!

Ora, pois muito bem...continuando...
A semana passada foi mesmo de loucos!
Sei que é muito fácil dizer: "Os professores têm tempo para tudo, ai que rica vida!!" Será mesmo assim?
Vos garanto que não!
Pelo menos comigo isso não se passa dessa forma. Digo apenas: "que rica vida" porque estou a fazer o que realmente gosto - ensinar; estar com crianças; vê-las crescer em todos os níveis...
Evidente que para isso há um trabalho individual que ninguém consegue perceber e a maior parte nem dá valor. Esse trabalho é feito diariamente, toooodos os santos dias, que é a preparação das aulas. Não basta estacionar o carro perto da escola, entrar pelo portão, esperar o toque de entrada, pegar no livro de ponto e ir para a sala com os alunos. E depois? Que se faz? Não dá para inventar. Todos os minutos contam, todo o trabalho é acompanhado e avaliado.
Por vezes dou comigo a observar a minha vida e tenho uma sensação estranha e frustrada, é triste, eu sei, mas às vezes sinto que a vida está a passar à minha frente e eu sou uma mera observadora.
O tempo passa! Há que aproveitar ao máximo!
Tento conciliar tudo de forma a que não existam (muitas) lacunas, mas o desafio é difícil, acreditem!
ZZZZZZZZZZZZZ...(ai o sono!)...até breve!!